Prólogo

Agora, olhando o mar, percebo que minha vida estava posta desde sempre. Altos e baixos, ondas que vêm e que vão, em um movimento cíclico. Mas a minha vida tem sido especialmente precária, com mais baixos do que altos.

Talvez o que mude, de fato, seja a margem e não a posição das ondas. Sim, é isso. Analisando friamente, minha vida tem sido igual a da humanidade. No entanto, tudo para quem passa é sempre pior. Sendo assim, tenho sofrido, e isso me basta para considerá-la comparável aos grandes desastres da terra.

Mas nem sempre foi assim. Fui feliz até bem pouco tempo.

Sempre achei interessante afirmar que era absurdo condicionar a felicidade a um outro ser. Repetia que as pessoas deveriam tomar decisões a partir de suas vontades individuais e não para agradar a outro. Tudo besteira. Somos passionais e fazemos qualquer coisa pela pessoa amada.

Se é certo, não faço ideia. Mas é como é. Como o mar que se move ao sabor de um outro, o vento.

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